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Entrevista: Medalhista de prata no concurso da Bierland pretende continuar produzindo cervejas caseiras

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Imagine participar de um concurso cervejeiro com abrangência nacional e, de primeira, já conquistar a medalha de prata? Isso foi o que aconteceu com Darwin Luis Hardt, 26 anos, de Cachoeirinha (RS), que decidiu fazer sua primeira inscrição no Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland deste ano. Ele conquistou a medalha de prata com a sua cerveja no estilo Baltic Porter e hoje conta um pouco sobre sua trajetória como cervejeiro caseiro. Confira abaixo!

– Porque você decidiu participar do concurso cervejeiro caseiro da Bierland? Já conhecia a cervejaria?

Decidi participar do concurso da Bierland por alguns motivos: saber se eu era capaz de fazer uma cerveja autêntica do guia de estilos BJCP, ter um feedback para saber o que eu poderia melhorar na receita e também tentar vencer o concurso para ver minha receita sendo produzida pela Bierland. Já tomei várias cervejas da Bierland e, em 2012, fui ao bar que fica ao lado da fábrica tomar umas cervejas num dia de calorão típico de Blumenau.

– Como foi a preparação da receita e da amostra para enviar à Bierland? Teve ajuda de colegas ou trabalhou sozinho?

Como sempre, faço minhas levas de cerveja sozinho na área externa do meu apartamento. Esta receita para o concurso, por ser uma cerveja com sabores e aromas bem complexos, me exigiu mais atenção do que nunca para não deixar escapar nenhum detalhe da receita que elaborei. Busquei seguir o guia de estilos BJCP 2008 e pesquisar em vários websites norte-americanos que dão boas dicas de quais ingredientes eu poderia usar numa Baltic Porter. Assim, fui estudando e montando minha própria receita. Como eu nasci em Joinville, às vezes visito meus pais por lá, e Blumenau fica mais ou menos no meio do caminho entre Joinville e Cachoeirinha/RS. Então, voltando de Joinville, acabei entregando pessoalmente as amostras na Bierland.

– O que representa para você ser um dos vencedores do concurso da Bierland? Pretende continuar a produzir cerveja de forma artesanal?

Eu já estava bem satisfeito quando a Bierland anunciou os seis finalistas e meu nome estava lá, só pelo fato de a minha cerveja ter ido tão longe e ter agradado os que a julgaram no concurso. Mas, quando fiquei sabendo que fui o segundo colocado, fiquei mais feliz ainda porque além de ter feito uma boa cerveja, levei ótimos prêmios para casa. Já pensei na possibilidade de vender cerveja, mas por um tempo ainda vou manter a produção para consumo próprio e para os amigos.

– Essa foi a primeira vez que você participou de um concurso cervejeiro? Fale um pouco da sua história e relação com a cerveja.

 

Esta foi a primeira vez que participei de um concurso cervejeiro. Agora que cheguei tão longe já no meu primeiro concurso me empolguei e pretendo participar de todos os que vierem pela frente. Comecei a experimentar cervejas diferentes em 2012 numa viagem de estudos que fiz para Toronto, no Canadá. Comprava várias cervejas quase todos os dias e acabei descobrindo este gigantesco mercado cervejeiro. Em abril de 2013, meu irmão Douglas me perguntou se eu não queria fazer um curso de produção de cerveja artesanal em Joinville. Decidi fazer, acabei gostando, comprei todos os equipamentos para fazer em casa e, desde então, não parei mais de produzir. Já fiz amigos bebendo cerveja e fazendo também.