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Entrevista: 2º colocado do concurso da Bierland revela suas aventuras no mundo cervejeiro.

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Como você começou a produzir a sua cerveja artesanal? Em casa? É bem provável que o primeiro resultado não foi dos melhores. Nesse mundo de muito lúpulo e malte são muitas as histórias e experiências até acertar o ponto. Hoje convidamos você a conferir a história do segundo colocado do 4º Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland, Mário Novak, de Curitiba. Ele produziu uma cerveja no estilo American Barley Wine (BJCP 2008 19C).
De forma muito espontânea, Novak conta sobre sua história com a cerveja e relembra como foram suas primeiras experiência. Vale à pena conferir.

Porque você decidiu participar do concurso cervejeiro caseiro da Bierland? Já conhecia a cervejaria?

Mário Novak – Gosto de participar de concursos para ter um retorno da avaliação sobre minhas cervejas e assim ir aprimorando-as. Essa foi minha segunda participação no concurso Bierland. No ano anterior, eu fiquei entre os 20. Antes dos concursos eu já conhecia a cerveja e no ano passado conheci a cervejaria.

Como foi a preparação da receita e da amostra para enviar à Bierland? Teve ajuda de colegas ou trabalhou sozinho?

M.N – Nunca tinha feito uma American Barley Wine e também não me recordo de já ter bebido alguma até elaborar essa receita. Era um desafio montar a receita e esperar para ver se ela iria agradar e ficar dentro do estilo proposto. Para concursos eu adoto um critério que é de deixar a receita no valor intermediário dos parâmetros de cor, amargor e teor alcóolico, assim fica uma margem para se manter dentro do estilo, visto que não temos total controle de alguns fatores quando produzido em panelas.
Num primeiro momento, até o envase, o resultado ainda era incerto, pois para essa cerveja era necessário um período longo de maturação. Foram 10 meses em garrafa para arredondar o sabor e gerar o resultado do concurso.
Gosto de fazer cerveja sozinho, mas indiretamente sempre tem outros cervejeiros envolvidos. Quando vou fazer uma cerveja, primeiro eu leio o guia do BJCP, procuro informações sobre o estilo, se existe algum ingrediente específico ou se o processo de brassagem e fermentação tem alguma recomendação específica. Também converso com outros colegas cervejeiros para saber das experiências deles com o estilo que pretendo produzir. A partir daí monto uma receita base e começo a ajustar de acordo com o estilo e com meu gosto pessoal.

O que representa para você conquistar o segundo lugar no concurso da Bierland? Pretende continuar a produzir cerveja de forma artesanal?

M.N – É uma satisfação ter o reconhecimento do que foi produzido. De certa forma alimenta o ego e estimula a produção de novas receitas. É um hobby que cria uma certa paixão pela cerveja e a cada produção a expectativa é grande em saber o resultado final. E nesse caso da cerveja do concurso a ansiedade foi maior, pois exigiu um tempo maior de maturação e consequentemente o resultado final é mais demorado. Todo o ritual de produção e várias possibilidades de resultado final criam uma magia que contagia e estimula a continuidade de novas produções. Assim, sem dúvida vou continuar produzindo na panela de forma artesanal.

Essa foi a primeira vez que você participou de um concurso cervejeiro? Fale um pouco da sua história e relação com a cerveja.

M.N – Já participei de vários concursos cervejeiros e já recebi outros prêmios. Sou associado da ACERVA Paranaense, o que facilita o conhecimento sobre concursos existentes principalmente os relacionados a associação.
Antes de começar a produzir as cervejas artesanais eu tinha a ideia de produção das cervejas que a minha mãe fazia somente com lúpulo e açúcar. Em certa ocasião eu produzi uma dessas cervejas e coloquei cachaça para ficar com álcool. Olhando isso hoje parece bizarro, mas eu realmente não tinha ideia de fermentação para gerar álcool. Resumindo, a cerveja ficou ruim e tive que jogar fora.
Minha primeira experiência com fermentação foi com suco de mexirica com açúcar fermentado espontaneamente (um tipo de “vinho” de mexirica).
Passado um tempo, um amigo me falou sobre um curso que ele iria fazer sobre produção de cerveja e num primeiro momento não dei atenção. Mas, sem muito interesse, comecei a pesquisar na internet e ví que tinha muita informação e então comecei a ir atrás. Conheci o Samuel Cavalcanti (Cervejeiro de Curitiba) que começou a dar todas as dicas e então comecei a produzir juntamente com meu concunhado (olha só o tipo de parceiro) que também produz até hoje. A partir daí, comecei a participar de encontros de cervejeiros e aprendi muitas coisas com eles. Hoje já se passaram mais de cinco anos que comecei a produzir. A partir da primeira produção é difícil não querer fazer mais. Apesar do trabalho árduo do dia da brasagem, a expectativa do resultado alimenta a vontade de fazer cada vez mais cervejas e nos mais diversos estilos. Entre fazer uma cerveja e outra sempre surge a ideia de experiências diferentes com utilização de madeira, frutas, variados tipos de fermentações, etc. Às vezes, não dá o resultado esperado, mas outras vezes cria cerveja que não se encontra em lugar nenhum, ou seja, é exclusiva. E isso é uma recompensa muito grande.

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