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5ª Edição

No 5º Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland, os cervejeiros tiveram como desafio produzir uma cerveja de estilo Baltic Porter (BJCP 2015 9C). De acordo com o sommelier de cervejas da Bierland, Yuri Holbrich, esse estilo possui um rico aroma maltado, que remete a caramelo, toffee, nozes, chocolate, café e melado. Também apresenta notas frutadas que remetem à ameixa seca, uva passa, cereja e, ocasionalmente, vinho do porto. “No sabor, ressalta-se o torrado macio, suportado pelo dulçor do malte e pelo perfil de frutas secas e escuras. Encorpada e macia, a Baltic Porter é marcada por várias camadas de sabor, o que a torna um estilo excepcionalmente complexo”, ressalta.

O vencedor terá a oportunidade de produzir sua cerveja artesanal em grande escala, na Cervejaria Bierland. O novo rótulo terá uma edição especial a ser lançada pela cervejaria no próximo ano. Para o sócio proprietário da Bierland, Eduardo Krueger, esta edição do concurso mostrou que o mercado cervejeiro é muito forte em todo o país e que o número de cervejeiros caseiros vem aumentando consideravelmente. “Neste ano, as inscrições encerraram em menos de uma hora”, ressalta.

A edição 2016 do concurso também foi sancionada oficialmente pelo BJCP – Beer Judge Certification Program, entidade internacional dedicada à formação e qualificação permanente de juízes de cerveja. Patrocinaram o concurso: Agrária, WE Consultoria, DrYeast Leveduras Especiais e Bio4 Soluções Biotecnológicas – todas empresas do setor cervejeiro.
CONHEÇA OS VENCEDORES
OURO

Flávio Rodrigues Domingues

Flávio Rodrigues Domingues
Nome: Flávio Rodrigues Domingues – Medalha de ouro
Cidade: Poços de Caldas/MG
Flávio Rodrigues Domingues, 31 anos, de Poços de Caldas/MG, é o medalhista de ouro do 5º Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland. Com o resultado, ele terá a receita da sua cerveja, nomeada Mush Porter – de estilo Baltic Porter, produzida na fábrica da Bierland, em Blumenau/SC.
O engenheiro de alimentos disse que já conhecia a Bierland e vinha aguardando uma ocasião oportuna para participar pela primeira vez do Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland. “Decidi participar, pois acreditava que seria um grande desafio e teria a chance de receber um feedback detalhado, com a avaliação dos especialistas sobre minha cerveja”, declarou.
Segundo ele, a preparação exigiu bastante estudo, pois o estilo Baltic Porter é bem complexo em suas características. “Passei algumas semanas estudando o tema, lendo livros, teorias, seguindo o guia BJCP até estruturar a formulação final. Depois foi colocar ‘fogo nas panelas’ e ter atenção total em cada etapa do processo, já que realizo todo o trabalho sozinho. Tudo correu em sigilo e não anunciei a ninguém. Posteriormente, a cerveja foi avaliada por mim e alguns amigos cervejeiros e decidi, então, enviar as amostras”, conta.
Sobre ser o vencedor do concurso, ele conta que representa um resultado notável diante do alto nível do concurso com cervejeiros de todo o Brasil. “Fiquei extremamente feliz e surpreso, ao mesmo tempo. Valeu a pena toda a dedicação que tive! Com certeza essa conquista pode abrir novos horizontes, expandir os conhecimentos e transformar o que é hobby em uma profissionalização no segmento de cervejas artesanais”, declara.
Ele conta que já havia participado de outros concursos que foram agregando conhecimentos. Porém, que o seu “despertar” para o universo de cervejas artesanais aconteceu em 2011. “Devido à minha formação acadêmica, já tinha algumas bases teóricas e decidi me aprofundar. Desde então, fui buscando qualificações/capacitações de forma a ir otimizando minhas produções”.
A cerveja será produzida pela Bierland. Ele conta que vai participar da produção, pois “será uma oportunidade ímpar para conhecer de perto o processo de produção da Bierland, além de ter o contato com grandes profissionais desta cervejaria, o que me proporcionará uma ‘bagagem’ sem igual”.
prata

Luis Hardt

Darwin Luis Hardt
Nome: Darwin Luis Hardt – Medalha de prata
Cidade: Cachoeirinha/RS
Darwin Luis Hardt, 26 anos, Cachoeirinha/RS, é o medalhista de prata do 5º Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland.
Ele conta que decidiu participar do concurso por alguns motivos: “para saber se eu era capaz de fazer uma cerveja autêntica do guia de estilos BJCP, ter um feedback para saber o que eu poderia melhorar na receita e também tentar vencer o concurso para ver minha receita sendo produzida pela Bierland”, conta, acrescentando que já provou várias cervejas da Bierland e, em 2012, foi ao bar da fábrica experimentar umas cervejas num dia típico de calor em Blumenau.
“Faço ‘minhas levas’ de cerveja sozinho, na área externa do meu apartamento. A receita para o concurso, por ser uma cerveja com sabores e aromas bem complexos, me exigiu mais atenção do que nunca para não deixar escapar nenhum detalhe da receita elaborada. Busquei seguir o guia de estilos BJCP 2008 e pesquisar em vários websites norte-americanos que dão boas dicas de quais ingredientes usar numa Baltic Porter. Fui estudando e montando minha própria receita”, declara.
Ele conta que, como nasceu em Joinville, às vezes visita seus pais que ainda moram lá. Com isso, quando voltava de Joinville certo dia, acabou entregando pessoalmente as amostras na Bierland a caminho de Cachoeirinha/RS.
Sobre ser um dos vencedores deste concurso, Hardt conta que já ficou feliz com o anúncio de estar entre os seis primeiros finalistas. “Só pelo fato de a minha cerveja ter ido tão longe e ter agradado os que a julgaram no concurso, eu já estava satisfeito. Mas, quando fiquei sabendo que fui o segundo colocado, fiquei mais feliz ainda, porque, além de ter feito uma boa cerveja, levei ótimos prêmios para casa. Já pensei na possibilidade de vender cerveja, mas por um tempo ainda vou manter a produção para consumo próprio e para os amigos”, revela.
Foi a primeira vez que Hardt participou de um concurso cervejeiro. “Agora que cheguei tão longe já no meu primeiro concurso, me empolguei, e pretendo participar de todos os que vierem. Comecei a experimentar cervejas diferentes em 2012 numa viagem de estudos que fiz para Toronto, no Canadá. Comprava várias cervejas quase todos os dias e acabei descobrindo esse gigantesco mercado cervejeiro. Em abril de 2013, meu irmão Douglas me perguntou se eu queria fazer um curso de produção de cerveja artesanal em Joinville. Decidi fazer, acabei gostando, comprei todos os equipamentos para fazer em casa e, desde então, não parei mais de produzir. Já fiz amigos bebendo cerveja e fazendo também”, concluiu Hardt.
BRONZE

Ricardo Francisco Simoni

Ricardo Francisco Simoni
Nome: Ricardo Francisco Simoni – Medalha de bronze
Cidade: Campinas/SP
Ricardo Francisco Simoni, 44 anos, de Campinas/SP, é o medalhista de bronze do 5º Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland.
Insistir, pesquisar melhorar ainda mais a cada ano. É assim que ele descreve sua experiência com a produção de cervejas caseiras. O médico anestesista já havia participado da edição anterior do concurso e também havia ficado entre os finalistas.
“Todos os cervejeiros caseiros respeitam muito o concurso da Bierland, por fazer parte dos concursos BJCP. Seguir as regras do BJCP garante ao cervejeiro caseiro que sua cerveja será avaliada por pessoas competentes e seguirá um método de avaliação estabelecido mundialmente. E ter uma cerveja premiada por uma cervejaria desse calibre, que recebe tantos prêmios nacionais e internacionais, é a certeza de que você está fazendo cerveja de qualidade”, conta Simoni sobre sua decisão de participar do concurso.
Para preparar a receita, ele pesquisou muito, “pois não há muitas cervejas nesse estilo sendo comercializadas no Brasil”, diz Simoni, acrescentando que primeiro leu as orientações do BJCP, foi atrás de sites internacionais e revistas e conversou com dois grandes amigos cervejeiros – o Luiz Eduardo Miziara (sommelier de cervejas) e o Luiz Otávio Esteves (grande apreciador do estilo), somente depois elaborou a receita. “A brassagem foi bastante tranquila, pois como minha profissão exige cuidado e atenção ao extremo, fazer um mosto concentrado foi fácil. Sem método, não se chega a lugar algum”, conta.
Sobre o resultado, Simoni declara que, ao ver a lista dos finalistas, “foi uma felicidade imensa”, pois, pelo segundo ano consecutivo, estava finais. “Só que ao contrário do ano passado, dessa vez minha cerveja estava bem maturada e vislumbrei a real possibilidade de estar entre os três primeiros colocados. Continuarei produzindo cervejas e vou participar do próximo concurso, com toda certeza, independente do estilo que será proposto”, afirma.
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